Apostila 1
1- Dificilmente (somente exceções raríssimas conseguirão), poderá um menino nascido em 1995, que esteja iniciando agora em 2010, tornar-se jogador de basquete. Nessa idade os meninos do basquete oficial estão em suas terceiras temporadas. Por isso, quando formar sua turma, dê preferência aos mais novos.
2- Como nossos objetivos até junho serão mais individuais que coletivos, evite “usar” o 5x5, que demora para “organizar equilibrado”, e não teremos tanto tempo assim, além de que, é uma bola para 10, e a participação de alguns será pequena. Desenvolva os fundamentos e jogue ao mesmo tempo. Use o 1x1, o 2x1, o 2x2, o 3x2 e o 3x3. Crie exercícios que os obrigue a usar esse ou aquele fundamento. Se for possível, jogue o tempo todo dentro destas variações. As crianças adoram, afinal jogar é o que eles querem. No 5x5, o jogo acaba se concentrando nos melhores e os mais novos ou mais fracos, pouco pegam na bola.
3- Use sempre muitas bolas e arrume sua aula de maneira que a quadra esteja sempre ocupada, trabalhe em duplas e trincas. Não tenho ainda informações sobre as bolas e as quadras nas novas escolas
4- Fale muito, participe intensamente, corrija insistentemente, estimule permanentemente e elogie a cada pequena conquista. Chame pelo nome e principalmente nunca iniba a criatividade.
5- Trabalhe um pouco de cada fundamento em todas as aulas. Mesmo que o conteúdo principal de determinada aula seja um específico fundamento, o drible, o passe, o arremesso e a defesa estarão em todas as aulas. Use MUITO o 1x1.
Apostila 2
A IMPORTÂNCIA DOS FUNDAMENTOS
Quando um grande jogador, consagrado, declara treinar “fundamentos” diariamente (e muitos já o fizeram), dimensiona o quanto é difícil dominá-los (os fundamentos), e que, por mais que se treine, sempre haverá o que melhorar. Driblar, passar, arremessar, defender, mover-se, controlar-se e entender o jogo, cada vez melhor, serão desafios permanentes.
O Projeto GIBI pretende encontrar talentos e “iniciá-los” e sabe o quanto é preciso investir nos fundamentos individuais. Vamos aproveitar o tempo que esses talentos estarão conosco, ensinando a driblar sem olhar a bola, a usar os passes certos nas horas certas, a fazer bandeja e dar jump e na boa postura defensiva (individual). Trabalho de PROFESSOR. Ao mesmo tempo, vamos sem pressa mostrando aos alunos, para onde correr, como se portar, o que é “espírito de equipe” e como vencer. Esse ano deixaremos o 'jump' para depois.Como combinamos na capacitação de fevereiro começaremos os arremessos pela bandeja. A Amberj está editando um pequeno vídeo com educativos específicos, e esperamos que rapidamente todos os nossos alunos sejam capazes de fazer uma bandeja.
Apostila 3
“Explicando melhor a insistência em DEFESA INDIVIDUAL”
Desde o início (na capacitação do Monte Sinai), temos insistido muito que os professores ensinem a “defesa individual” (homem a homem) como padrão. Não estamos fazendo comparações com outras formas de defender; todas, as individuais, as por zona ou as mistas têm vantagens e desvantagens e se bem executadas podem nos facilitar vitórias.
Quando falamos “defesa”, entendam “defender”, que assim como passar, driblar, arremessar, saber para onde correr e entender o jogo, precisa ser ensinado e paciente e diariamente corrigido, por ter a “melhor forma de execução”. Seja lá qual for a defesa que esteja sendo usada, haverá no mínimo “alguém” em confronto direto com quem está com a bola. Precisamos trabalhar esse ‘confronto’; as posições, as colocações, as intenções.
Independentemente de táticas, quando um jogador se apresenta para marcar o adversário que está com a bola o ‘confronto’ se estabelece, e quem não conhecer os fundamentos “BÁSICOS” do defender ou é batido ou fará falta.
Trabalhar o 1x1 e falar de distância, equilíbrio, deslocamentos, postura e intenções, é trabalhar defesa como fundamento; trará às crianças, recursos que , aí sim, lhes possibilitarão executar boas táticas defensivas, e condições de jogar um jogo inteiro sem cometer as cinco faltas.
Quando se jogam ‘jogos adaptados’ muito curtos, e essa é a experiência deles, elimina-se a regra de 5 faltas. Não dá tempo de fazê-las. Em um jogo normal, quatro quartos de 10’ cronometrados, com uma arbitragem mediamente exigente, um jogador precisa estar preparado para o ‘confronto’ se quiser vencer, e é isso que queremos ensinar as nossas crianças. Que eles acreditem ser capazes de fazer a vitória acontecer, e que defender é de fato, metade do jogo. Eu sei que os alunos de Basquete do GIBI acabam formando as equipes da escola que disputam os jogos estudantis. Sei da vontade de ganhar jogos tanto das crianças quanto dos professores, mas sei também que quem defende bem, tem muito mais chances de vencer, alem de que, com certeza, será mais fácil defender bem do que atacar bem.