terça-feira, 22 de março de 2011

* A bandeja

P61600451-1    A  bandeja se caracteriza pela execução de dois tempos rítmicos (passadas) e a impulsão numa perna só. O arremessador procura o máximo de aproximação para então colocar a bola na cesta. Deve o arremessador buscar velocidade, passadas longas, máxima impulsão e por consequência aproximação do aro.

     Comentários, erros comuns e correções da bandeja:
    
     a) Errar na aproximação, concluindo a bandeja  muito distante do aro, ou passando do aro para concluir. Corrige-se com repetições, sem sacrificar  velocidade,  tamanho da passada  e impulsão.

     b) Executar mais de dois tempos rítmicos, cometendo a violação da andada. É mais fácil para a criança “sentir” o que é andar, do que o professor falar em “pé de pivot”. Com educativos, a criança vai sentir a hora de segurar a bola, fazer as passadas e finalizar a bandeja sem andar. O movimento da bandeja é como andar de bicicleta , sentiu, aprendeu.
     
      c) Fazer impulsão horizontal ao invés de vertical. O impulso é feito pela perna oposta à mão do arremesso e é na direção do aro. O arremesso é suave e o mais próximo do aro possível.
    
     d) A perna que impulsiona, quer aproximar o arremessador do aro, a outra, “de balanço”, é flexionada e ajuda a que impulsiona, se arremessando para cima. É comum o iniciante jogar essa perna de balanço para traz, 'trabalhando' contra a impulsão.
    
     Como todos os fundamentos do jogo, por mais que se faça, sempre é possível ser feito melhor. A bandeja estará sempre em nossas aulas. Como combinamos, primeiramente concentraremos nossos objetivos nela. A partir do momento que nossos alunos/as saibam faze-la com segurança ela passa a ser desenvolvida associada aos demais fundamentos. Educativos de drible , passes e defesa terminando em bandeja é o que não falta.
    
     A Amberj está produzindo um pequeno vídeo que será postado aqui, com  educativos da bandeja.

sexta-feira, 18 de março de 2011

* Marcação Individual

       Vejam a resolução da FBERJ sobre defesa por zona. Como falei na capacitação, é unânime a busca por evitar a qualquer custo que se marque por zona até determinada idade, praticamente a mesma de nossos alunos.

        MARCAÇÃO INDIVIDUAL

03/03 :: 11h 37m

        Em 24/02/2011, na sede do Fluminense FC, os Membros da Comissão designada para elaborarem as Normas de Marcação Individual a serem OBRIGATORIAMENTE UTILIZADAS, a partir da presente Temporada, nas categorias SUB-13 e SUB-14, após amplos debates, deliberaram o que segue abaixo:

        NORMAS PARA MARCAÇÃO INDIVIDUAL

Nas categorias SUB-13 e SUB-14 (Masculina e Feminina) fica obrigatória a MARCAÇÃO INDIVIDUAL meia quadra, podendo ser quadra inteira.

        O jogo será paralisado pelo árbitro a qualquer momento em que o mesmo detecte a ausência dos critérios de marcação individual, com a penalização de 1 (hum) lace livre e posse de bola a ser administrada na linha de reposição lateral, com a manutenção do tempo dos 24 segundos (se estiver abaixo de 14 segundos, deverá ser retornado para 14 segundos).

        CRITÉRIOS de MARCAÇÃO INDIVIDUAL

1) Não será permitido nenhum tipo de defesa pressão POR ZONA, em qualquer região da quadra.

2) Jogador(es) do lado da bola (jogador próximo da bola; lado forte da quadra) deverá(ão) ser marcado(s) na LINHA DE PASSE (antecipação) ou à distância de um braço ou menos do atacante.

3) Flutuações do lado contrário da bola (lado fraco da quadra) poderão ser realizadas somente até a linha imaginária que divide a quadra em seu sentido de comprimento.

4) As trocas de marcação somente poderão acontecer quando ocorrer um bloqueio direto ou indireto, nunca apenas com a movimentação dos jogadores adversários pela quadra.

5) Só será permitido o “2 em 1” no momento em que o adversário, com a bola, progredir para a cesta e o companheiro, na situação de flutuação, for ajudar, até o momento em que este adversário, com a bola, estiver progredindo para a cesta. Quando retornar para um ponto anterior, o companheiro da ajuda deverá procurar novamente o seu marcador.

Vocês conseguem imaginar a dificuldade de aplicar essa resolução? Será exigido dos juízes um conhecimento de basquete, que dificilmente árbitros novos, que são os que apitam nessas categorias, terão. A nossa sorte é que o Deraldo apita muito.

quarta-feira, 16 de março de 2011

* Projeto G I B I - Ano II

            O GIBI nasceu com as 10 escolas do "Plano Piloto". Tivemos algumas dificuldades e com elas aprendemos. No segundo semestre de 2010 já éramos 34 escolas, e de novo aprendemos muito, claro , com o que deu certo, mas também com o que deu errado. Continuaremos a perseguir nossos objetivos, renovados, mais confiantes e um pouco mais experientes.

            Vou postar em seguida um resumo das 3 apostilas que editamos em 2010. Acrescentarei a esse resumo, pequenos comentários procurando esclarecer algumas dúvidas que ficaram.

            Ensinar os fundamentos não é difícil, somos professores e fomos treinados para isso. O basquete é um jogo muito rico. É físico, emocional, exige raciocínio e leva tempo joga-lo bem. Faremos a nossa parte. Apresentaremos o jogo a essas 6000 crianças, faremos com que elas gostem de basquete e do GIBI e deixaremos o tempo passar, com a certeza de estar, cada um de nós, sempre fazendo o seu melhor.

            É o que basta para que tudo de certo.

* Resumo das apostilas de 2010

Apostila 1

1- Dificilmente (somente exceções raríssimas conseguirão), poderá um menino nascido em 1995, que esteja iniciando agora em 2010, tornar-se jogador de basquete. Nessa idade os meninos do basquete oficial estão em suas terceiras temporadas. Por isso, quando formar sua turma, dê preferência aos mais novos.

2- Como nossos objetivos até junho serão mais individuais que coletivos, evite “usar” o 5x5, que demora para “organizar equilibrado”, e não teremos tanto tempo assim, além de que, é uma bola para 10, e a participação de alguns será pequena. Desenvolva os fundamentos e jogue ao mesmo tempo. Use o 1x1, o 2x1, o 2x2, o 3x2 e o 3x3. Crie exercícios que os obrigue a usar esse ou aquele fundamento. Se for possível, jogue o tempo todo dentro destas variações. As crianças adoram, afinal jogar é o que eles querem. No 5x5, o jogo acaba se concentrando nos melhores e os mais novos ou mais fracos, pouco pegam na bola.

3- Use sempre muitas bolas e arrume sua aula de maneira que a quadra esteja sempre ocupada, trabalhe em duplas e trincas. Não tenho ainda informações sobre as bolas e as quadras nas novas escolas

4- Fale muito, participe intensamente, corrija insistentemente, estimule permanentemente e elogie a cada pequena conquista. Chame pelo nome e principalmente nunca iniba a criatividade.

5- Trabalhe um pouco de cada fundamento em todas as aulas. Mesmo que o conteúdo principal de determinada aula seja um específico fundamento, o drible, o passe, o arremesso e a defesa estarão em todas as aulas. Use MUITO o 1x1.

Apostila 2

A IMPORTÂNCIA DOS FUNDAMENTOS

     Quando um grande jogador, consagrado, declara treinar “fundamentos” diariamente (e muitos já o fizeram), dimensiona o quanto é difícil dominá-los (os fundamentos), e que, por mais que se treine, sempre haverá o que melhorar. Driblar, passar, arremessar, defender, mover-se, controlar-se e entender o jogo, cada vez melhor, serão desafios permanentes.

     O Projeto GIBI pretende encontrar talentos e “iniciá-los” e sabe o quanto é preciso investir nos fundamentos individuais. Vamos aproveitar o tempo que esses talentos estarão conosco, ensinando a driblar sem olhar a bola, a usar os passes certos nas horas certas, a fazer bandeja e dar jump e na boa postura defensiva (individual). Trabalho de PROFESSOR. Ao mesmo tempo, vamos sem pressa mostrando aos alunos, para onde correr, como se portar, o que é “espírito de equipe” e como vencer. Esse ano deixaremos o 'jump' para depois.Como combinamos na capacitação de fevereiro começaremos os arremessos pela bandeja. A Amberj está editando um pequeno vídeo com educativos específicos, e esperamos que rapidamente todos os nossos alunos sejam capazes de fazer uma bandeja.

Apostila 3

“Explicando melhor a insistência em DEFESA INDIVIDUAL”

     Desde o início (na capacitação do Monte Sinai), temos insistido muito que os professores ensinem a “defesa individual” (homem a homem) como padrão. Não estamos fazendo comparações com outras formas de defender; todas, as individuais, as por zona ou as mistas têm vantagens e desvantagens e se bem executadas podem nos facilitar vitórias.

     Quando falamos “defesa”, entendam “defender”, que assim como passar, driblar, arremessar, saber para onde correr e entender o jogo, precisa ser ensinado e paciente e diariamente corrigido, por ter a “melhor forma de execução”. Seja lá qual for a defesa que esteja sendo usada, haverá no mínimo “alguém” em confronto direto com quem está com a bola. Precisamos trabalhar esse ‘confronto’; as posições, as colocações, as intenções.

     Independentemente de táticas, quando um jogador se apresenta para marcar o adversário que está com a bola o ‘confronto’ se estabelece, e quem não conhecer os fundamentos “BÁSICOS” do defender ou é batido ou fará falta.

     Trabalhar o 1x1 e falar de distância, equilíbrio, deslocamentos, postura e intenções, é trabalhar defesa como fundamento; trará às crianças, recursos que , aí sim, lhes possibilitarão executar boas táticas defensivas, e condições de jogar um jogo inteiro sem cometer as cinco faltas.

     Quando se jogam ‘jogos adaptados’ muito curtos, e essa é a experiência deles, elimina-se a regra de 5 faltas. Não dá tempo de fazê-las. Em um jogo normal, quatro quartos de 10’ cronometrados, com uma arbitragem mediamente exigente, um jogador precisa estar preparado para o ‘confronto’ se quiser vencer, e é isso que queremos ensinar as nossas crianças. Que eles acreditem ser capazes de fazer a vitória acontecer, e que defender é de fato, metade do jogo. Eu sei que os alunos de Basquete do GIBI acabam formando as equipes da escola que disputam os jogos estudantis. Sei da vontade de ganhar  jogos tanto das crianças quanto dos professores, mas sei também que quem defende bem, tem muito mais chances de vencer, alem de que, com certeza,  será mais fácil defender bem do que atacar bem.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

* Capacitação de professores 2011

    Dias 8, 9 e 10 de Fevereiro, na Escola Municipal José Pedro Varela (Rua do Lavradio, nº 133, no centro da cidade), de 8h  às 13h, acontece sob a orientação da AMBERJ, a capacitação dos professores que atuarão no projeto GIBI em 2011.
    Participarão dessa capacitação os 64 professores. Os novos, para que conheçam o trabalho que desenvolveremos, e os que já conhecem, para terem ciência de novos procedimentos. Também trataremos do desenvolvimento técnico do projeto, onde juntos pensaremos sobre os fundamentos do jogo e os métodos que aplicaremos. Em 2010 o 'Plano Piloto' nos deu bastante experiência e a partir dessa experiência, construiremos 2011. O GIBI espera ter mais de 6000 alunos esse ano, e isso exigirá de nós todos envolvidos no projeto, unidade de ações e objetivos.
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"Somos todos uma coisa só e queremos todos a mesma coisa"