A meta é envolver 5.000 alunos até o fim do ano
30/08/2010 » Autor: Juliana Gomes
Cerca de 400 alunos da rede municipal de ensino participaram do 1º Festival de Basquete do projeto Gibi (Grupo de Iniciação do Basquete Infantil), realizado pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Associação Máster de Basquete do Estado do Rio (Amberj) e a Fundação Vale no último sábado (dia 28). Ao todo, 90 alunos de cinco escolas da 1ª, 2ª e 3ª Coordenadorias Regionais de Educação disputaram medalhas nas categorias Mirim, Feminino e Infantil, enquanto os outros alunos participavam da torcidas na arquibancada, no Clube de Regatas do Flamengo, na Lagoa.
Desde fevereiro deste ano, 1.200 alunos de 10 escolas da rede praticam basquete duas vezes por semana, durante uma hora, no contraturno escolar com professores da rede treinados pelo projeto. Em agosto, o projeto Gibi foi ampliado para mais 31 escolas, da 4ª, 7ª, 9ª e 10ª CRE, atingindo mais 3.100 alunos. Para participar do Festival de Basquete, realizado neste sábado, cada CRE selecionou três equipes de cada categoria durante campeonatos internos. De acordo com o presidente da Amberj, Rogério Cintra, o projeto tem como objetivo difundir o esporte, descobrir novos talentos e levar os benefícios da prática esportiva à sala de aula.
Todo país que sonha em ter resultados olímpicos não pode se esquecer das escolas, que, com seu poder efetivo e quantitativo de crianças, nos proporcionam resultados surpreendentes. Nosso objetivo é motivar as crianças, que podem conquistar um futuro de respeito, saúde e cidadania nas quadras de basquete – destaca Rogério Cintra.
No intervalo dos jogos, ex-atletas da seleção brasileira de basquete e do Flamengo foram homenageados com medalhas e camisetas do projeto. Entre eles, estava o campeão mundial pela seleção brasileira de basquete em 1959, no Chile, e bronze nas Olimpíadas de Roma, em 60, Waldir Bocardo. O ex-atleta estava orgulhoso pela oportunidade que os estudantes da rede estão tendo com o projeto Gibi e com o desempenho deles no esporte.
Eu comecei a jogar aos 16 anos e era o pior jogador da escola. Tudo depende do treinador. Esse projeto vai mudar a vida de muitas crianças, assim como o basquete mudou a minha vida. Era pra eu ser um mecânico como o meu pai, mas um treinador acreditou em mim e eu cheguei a campeão olímpico. Essas crianças estão começando com 12 anos, e estão muito melhor do que eu quando comecei – afirmou o ex-jogador, emocionado.
A primeira final do Festival foi da categoria Infantil, onde os alunos da Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes, localizada no Caju, venceram a Escola Municipal Gustavo Armbrust, em Inhaúma, por 9 x 3. Já na categoria Mirim, o resultado foi inverso. Os estudantes da EM Gustavo Armbrust levaram o troféu em cima da EM Marechal Mascarenhas de Moraes, por 7 x 3. A unidade de Inhaúma também participou da final feminina, mas perdeu para a Escola Municipal Presidente João Goulart, localizada no Andaraí, por 17 x 2.
Os alunos Emanuel Victor, do 6º ano, e Marlon José, do 7º ano, da EM Gustavo Armbrust, não se conheciam. Com o projeto Gibi, os dois alunos passaram a treinar juntos todas as terças e quintas e ficaram amigos. Neste sábado, integraram a equipe que levantou a taça de campeã na categoria mirim do Festival.
Eu só gostava de futebol porque não conhecia muito os outros esportes. Hoje já penso em ser jogador de basquete. Minha mãe faz questão que eu pratique os dois esportes, porque ela diz que eu fico mais concentrado e faço menos bagunça na sala de aula – disse o estudante Emanuel Victor.
Marcos Oliveira, professor de Educação Física da EM Orsina da Fonseca, na Tijuca, saiu sem medalhas da competição, mas continua a incentivar a prática esportiva e ampliação do projeto Gibi.
Quando começamos o projeto na escola, os alunos mal sabiam que o basquete se joga com a mão. Em seis meses, eles já melhoraram incrivelmente a capacidade motora, a disciplina dentro de sala de aula e a relação com os outros alunos – observa o professor.
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